A concentração da informação é onde o capitalismo mais faz seguidores e opressores em todo o mundo. Com o discurso do individualismo e da concentração de renda, fazem da satisfação pessoal o instrumento de dominação das mentes de jovens e adultos. Qualquer indagação que queira discutir os valores capitalistas, são automaticamente rechaçadas pela violência ou bloqueio econômico.
Numa sociedade marcada pela falta de acesso aos bens culturais e esmagada pela indústria cultural, é evidente que qualquer militante sofra uma brutal violência psicológica em sua casa, escola ou trabalho. Acreditar e ter fé na construção de um país igualitário com certeza é opção de poucos, já que a maior parte da população é esmagada pela opinião hegemônica capitalista.
O isolamento dos militantes é um fato notório. Há poucas saídas para quem quer discutir ideologia ou a mudança do país. A televisão é um instrumento de construção de ignorância e de exclusão, dominada por empresários que querem somente gozar a vida e enriquecer às custas da exploração da mão-de-obra.
Na época da ditadura havia a censura prévia dos meios de comunicação. Hoje há a auto-censura dos profissionais ligados à mídia. Qualquer debate sobre socialização dos meios de comunicação é refletido com escárnio pelos jornalistas. O que há, na verdade, é uma grande concentração de profissionais nas empresas de comunicação que são oriundos da elite, já que as universidades públicas e particulares fornecem a instrumentalização dos mecanismos de opressão e exclusão.
Enquanto o Governo Federal não criar novas possibilidades de organização da comunicação, como cooperativas, e não mudar sua postura diante dos monopólios de mídia, que continuam a receber a maior parte das verbas de mídia, o povo continuará refém de informações distorcidas, que nunca irão favorecer a construção de um país soberano.
A mídia deve ser uma questão de estado de organização civil e popular. Enquanto o governo não tiver um projeto de mídia para todo o país, que incentive o cooperativismo como ação contra os monopólios, não haverá como combater a exclusão social. Que tipo de cidadão o Estado quer promover, um que consuma, ou um que use de seu potencial para construir uma nação? |