Nunca podemos relatar por completo uma temporada de ondas no Hawaii passando apenas dois meses, pois a mesma vai, em media, de outubro a março. Porém nesse perÃodo que passei no lado norte da ilha de Oahu, deu pra dizer que a temporada se encontrou razoável.
Poderia estar de razoável à boa caso as ondas que rolaram no final de novembro e começo de dezembro tivessem permanecido, porém os poucos dias de ondas realmente boas depois deste perÃodo foram poucos.
A quantidade de chuvas durante e depois do Pipe Masters e o swell da primeira semana de janeiro com ventos muito fortes, atrapalharam um pouco. Mesmo assim, não da pra reclamar, pois surfamos muiiiiiito, desde que havÃamos chegado por lá. Digo "surfamos" porque estava no Hawaii com minha esposa, filhos e mais alguns agregados, como de costume.
Esse foi o terceiro ano consecutivo que fui ao Hawaii com essa turma de moleques para surfar e tentar passar um pouco de minha experiência. É fato que nada é combinado e nem rola um ensinamento ao pé da letra, porém o aprendizado é mesmo o do dia a dia, como em uma barca de surf normal. Assim da pra ficar relaxado, pegar muita onda e curtir bastante.
Além de meu filho Ian (Igor não foi este ano), estavam comigo o Cauê Wood e Sidney Guimarães. Havia ainda o Luan Wood e Lucas Silveira, porem estes dois já haviam se despedido da barca mais cedo.
Com evolução nÃtida de todos estes moleques e muitos outros que estão indo cedo ao North Shore, o gratificante é justamente acompanhar isso e torcer para que o surf brasileiro continue quebrando barreiras.
No último dia na ilha, foi aquela correria, o swell entrou e o vento que estava para amanhecer maral virou pra terral e deram altas ondas em Waimea. Logo um dia de surf desses pra se despedir, faz qualquer surfista chegar atrasado para pegar o vôo. E foi o que aconteceu, quase perdemos o vôo. Mas se tivesse perdido, estaria de bom tamanho, pois duro foi ver aqui de Floripa as ondas bombando no North Shore durante toda esta semana que se passou.
Aloha!
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